Chá da Tarde no Ritz

Não dá pra conhecer Londres sem tomar o verdadeiro CHÁ DA TARDE, não é mesmo?! por isso, lá fomos nós para o RITZ.

Antes porém, devo dizer que esse negócio de de tomar chá da tarde, não é uma invenção inglesa, e sim portuguesa, e, é claro foi criada por uma mulher – Catarina de Bragança – uma princesa que após se casar com Carlos II da Inglaterra, trouxe a sua tradição para o seu novo lar, tornando assim uma das mais famosas tradições inglesas.

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Porém, quem criou o hábito dessas “Tea Parties” foi Anna Russell, a sétima Duquesa de Belford e por uma simples razão.

Sabe a larica fome que todas nós mulheres temos no final da tarde, fome esta que leva qualquer dieta a ruína, certo?!

Pois é, a culpa é toda da taxa de glicose e da serotonina que caem durante este período do dia, isso fazia também com que a bela duquesa quase morresse de fome até a hora do jantar.

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Informações técnicas à parte, vamos as guloseimas…

Cheguei na hora marcada, afinal estamos em Londres. Assim, que você se senta, imediatamente os garçons começam a servir.

Primeiro começam pelos sanduíches, vários sabores o que faz você obviamente experimentar todos. Em seguida chegam os famosos scones – uma espécie de bolinho ou pãozinho – servido com manteiga e geléia.

Por fim, os doces ou pasterries – são vários de todos os tipos e sabores, isso sem contar com os bolos.

Conclusão, você sai rolando literalmente do salão de chá – inevitável.

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Agora, se você gostou da ideia de tomar um Chá da Tarde verdadeiramente inglês, preste atenção para as regras sobre a sua vestimenta.

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Com essas exigências, eu fui bem como posso dizer, certinha.

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Fotos: DQZ e Reprodução

 

David Bowie rebel, rebel

Comecei o dia na estação do metrô, diferente de ontem, hoje eu entendi tudo – meu bilhete dá direito a andar quantas vezes eu quiser – só preciso comprar um novo ticket a cada dia.

Sigo para o Museu Victoria and Albert e chego 15 minutos antes, ainda assim preciso esperar a hora marcada no meu ingresso – 12:45.

Finalmente entro no corredor que leva à exposição, logo no início dou de cara com uma foto enorme de Bowie na época em que ele se maquiava para os shows, já posso prever momentos de grande emoção.

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A exposição é muito bem montada, logo no início recebemos fones de ouvidos onde a cada estação o audio é ligado por sensores, ou seja não é necessário ficar apertando botão nenhum, muito prático.

Toda obra de Bowie estava lá, seus mais importantes figurinos, letras originais de músicas, textos, fotos, álbuns, filmes em que ele atuou ou criou as músicas, enfim o melhor dos melhores.

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Obviamente, fiquei nostálgica, lembrei do único show que assisti na vida dele e descobri curiosidades sobre a sua vida que eu desconhecia.

O mais legal de tudo, foi estar com a minha filha, que a cada minuto me fazia uma pergunta sobre a vida de Bowie, uma delas “ele se maquiava?!”, eu respondo “sim, durante a década de 60 e 70”.

“Ele se drogava?!”, eu respondo “é, ele foi bem doidão um período da vida dele”, ela arremata com essa “ele foi namorado da Christine F.”. Oh!!

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Eu bem que tentei tirar muitas fotos, mas bem no começo fui advertida – Proibido Fotografar, Lady – eu juro, não entendo o porquê?!

Devo ter tirado apenas umas 3 fotos, mas isso não diminuiu o tanto que eu gostei da exposição.

Durante todo o percurso tocava as músicas de Bowie, eu só via a galera arriscando uns passinhos de dança, principalmente no final, onde uma espécie de estádio com telão gigante projetava cenas de shows durante a sua carreira foi  montado.

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Andando pelos corredores abarrotados de gente, todas olhando com enorme admiração pelos objetos de Bowie, percebi que o que nos atrai nele: a sua genialidade, sua irreverência, sua criatividade, seu talento, sua liberdade sempre à frente da sua época e principalmente, seu talento em criar música de qualidade, eu diria atemporal, caso isso fosse mentira minha filha não teria se tornado mais uma fã de sua obra.

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Olhem, a minha cara de FELIZ após a minha visita. Fui para o meu próximo programa, mas não sem antes encarar o metrô novamente (errei e precisei dar meia volta)!

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Uma das minhas músicas preferidas…

Fotos: DQZ e Reprodução

London – Diário de Viagem

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Cheguei em Londres ontem, depois de um longo voo (11 horas) – não consigo me acostumar a escrever voo sem o acento circunflexo – enfim, só tive forças para entrar no quarto do hotel e dormir até o dia seguinte. Ok, um pouco de exagero, mas deixei pra bater pernas no dia seguinte.

Após meu café/almoço – cesar salad – encaro meu primeiro desafio do dia, me achar no metrô de Londres.

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O simpático homem da bilheteria começa a responder a minha simples pergunta “Vou ficar uma semana, tem algum bilhete para esse tempo?!” depois de alguns minutos falando e falando, ele pergunta, “Então o que preferi?!” eu olho pra cara da minha filha, que fala inglês fluentemente (ou deveria, afinal ela estuda em colégio americano) e pergunto “Cora, o que você acha melhor?!” na mesma hora tivemos um ataque de risos, obviamente ela também não entendeu patavina do que o cara falou. #nãoentendosotaqueinglês.

Conclusão, peguei o bilhete, paguei e até agora não sei o que comprei. rs…

Meu destino do dia é o museu Victoria and Albert ou VA para os mais íntimos, vou direto saber sobre a exposição do cantor David Bowie que está completamente lotada neste dia, compro então o bilhete para o próximo dia – aguardarei ansiosa até amanhã.

Sigo para a Brompton Road e chego na famosa loja de departamento Harrods, lotada e cheia de ofertas, dou uma volta na sessão feminina e milagrosamente não me interesso por nada – meu marido vai ficar muito feliz quando ler esta parte do post, tenho certeza.

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Volto para o hotel, só depois de uma pequena ajuda de um bondoso passante, ele me diz onde fazer a baldeação para a linha certa do metrô que eu não conseguia pegar.

Eu e minha fiel companheira Cora nos arrumamos para o jantar, pego dessa vez um taxi e vamos para o restaurante Cipriani – que não chama mais Cipriani e sim C London – pontualmente sentamos à mesa.

Para escolher a entrada o garçom brasileiro me ajuda na tradução de  beetroot = beterraba, em seguida fomos de gnocchi e de sobremesa dividimos uma torta de limão dos deuses. A comida é ótima, o lugar é meio, como costumamos falar no Brasil, de “véio”.

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E pra fechar a noite, uma foto saindo do restaurante, agora bem alimentadas.

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23/25 Davies Street
Between Grosvenor Street & Mount Row
London W1K 3DE, UK

Fotos: DQZ