Nos últimos dois anos, oscilei um tanto quanto na balança. Cheguei a pesar 49 quilos, mas segurar esse peso foi difícil. O pior foi ver a balança aumentando progressivamente e, eu sem conseguir parar. Claro, no meio do caminho tive alguns probleminhas, quem acompanha o blog sabe que eu tirei um ovário, entrei na menopausa precoce, comecei a tomar remédio para a tireoide, enfim coisas da vida (da idade).

Mas mesmo tendo a meu favor (no bom sentido) todos esses problemas, sim porque eles seriam ótimas desculpas, para justificar o meu ganho de peso. Afinal, de 49 pulei para 57 quilos. Podem imaginar a diferença?! toda roupa marcava minha nova silhueta arredondada, me incomodava muito, fiquei um bom tempo vestindo aquele pretinho básico, simplesmente não conseguia usar outra cor. Autoestima no pé, sem vontade de ir pra ginástica. Conclusão: um horror.

Agora, grande parte do meu aumento de peso, tem um fundo emocional: A culpa. É só falar, não pode, ou está proibido, que o negócio não vai pra frente. Não sei porque insisti tanto em procurar ajuda de profissionais, que criavam dietas restritivas pra mim. Eu gosto de arroz e feijão, detesto fruta e abomino tapioca. Então, porque raios eu parava nesse tipo de gente?! juro, acho que era massoquismo, só pode.

O dia que eu entrei no consultorio da Dra. Eliane Dias, eu fui logo falando “Se eu não puder comer meu arroz com feijão, eu vou embora”. Por graça do destino, eu encontrei alguém que entendeu os meus gostos alimentares, entendeu que eu não quero fazer uma porra de educação alimentar radical e restritiva. Definitivamente, eu não vou comer tapioca com aveia e tomar suco verde no cafe da manhã – eca, só de pensar nesse suco, eu tenho vontade de vomitar – detesto ele com todas as minhas forças.

Ou seja, o que me resta é comer comida gostosa, saborosa, na quantidade certa, sem exageros, sem “jacadas” (ok, uma na semana pode! Rsrs) obviamente, com um pouco de esforço da minha parte, assim aos poucos eu chego lá. Já estou mais magrinha, com 53 quilos, minha meta é chegar nos 50 quilos, peso ideal e possível para eu manter em longo prazo.

Agora, você me pergunta, “Mas e o dia que você exagerar MUITO?!” eu respondo “Esse dia não chegará”, “sentiram a firmeza?!”. Depois que eu escutei uma historia super interessante da Dra Elaine, eu passei a me policiar e percebi o quanto a minha relação com a comida estava errada. Nada de sentir arrependimento, de ficar com raiva porque não aguentou a tentação, eu posso e devo comer um pedaço daquela comida deliciosa, eu só não devo “cair de boca”.

Um estudo científico fez uma comparação entre as mulheres americanas (isso nos inclui), em relação as mulheres européias (mais precisamente as francesas). Se aparecer um bolo na casa de cada uma delas, as reações são tão diferentes. A primeira rejeita imediatamente o bolo, só falta exorcizar aquele doce e  jogar no lixo. Vai embora renegando o coitado do bolo. Mais tarde na calada da noite, assalta a geladeira e devora sem dó, nem piedade o bolo, o único detalhe é que em seguida ela é tomada por uma culpa imensa, seguida de uma sensação de fracasso por ter sucumbido ao bolo de chocolate.

Enquanto isso, as francesas ao se depararem com o mesmo bolo, tem a seguinte reação. Ficam felizes porque apareceu um delicioso bolo de chocolate na casa delas, pega um pedaço do bolo e come sem culpa alguma. Guarda o resto do bolo na geladeira e vai dormir, com a consciência tranquila. Ou seja, a pessoa é consegue manter o equilíbrio.

Voltando pra mim e para vocês, quantas vezes comemos o bolo inteiro?! quantas vezes ficamos nos sentindo péssimas por isso?! muitas, né?! não seria mais fácil, passar a treinar nossa mente para reagir como as francesas?! nosso sofrimento em relação a comida acabaria. Pois bem, eu estou introduzindo essa técnica na minha vida.

Dias desses, estava eu no meu curso a noite, já passava das 20:00 horas, minha fome estava aumentando, quando finalmente chegou o intervalo e serviram o lanche. Fui como uma louca pegar meu sanduíche. Comi aquele pedaço de pão com tanto gosto, que assim que acabou eu fui pegar outro. Na hora que estava quase segurando um novo sanduíche, lembrei dessa historia. Parei por um minuto, respirei, conversei com a minha mente e falei o seguinte pra ela “Amiga, sua fome já passou, isso agora é gula, você não precisa comer mais”. Sabem o que aconteceu?! eu larguei o sanduíche na mesa, dei meia volta e sorri de felicidade da minha conquista mental.

Consegui me controlar, não sucumbi a tentação e já, sou quase uma francesa de nascença. Mais um pouco começo a falar francês, mon amour.

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