#Nos40DoSegundoTempo

Uma Traição Cabeluda

Eu acho que a traição é um ato horrível, mas quem nunca traiu seu cabeleireiro que atire a primeira pedra. Sim, vamos falar deles e delas, pessoas que nos atendem muitas vezes semanalmente, pessoas que acabamos contando nossas intimidades até, aquelas mais picantes. Porém, muitas vezes trocamos nossa fidelidade por novas aventuras passageiras (outras nem tanto).

Escolher uma pessoa para cuidar do seu cabelo é mais importante do que escolher muitas vezes seu próprio marido (contém certa ironia), vamos combinar, acertar com um cabeleireiro é como ganhar na loteria, fato que ocorre com uma proporção ínfima da população mundial. Por isso, quando acertamos é como se o mundo conspirasse a nosso favor. Ok, às vezes você precisa de mais de um cabeleireiro. Calma, eu explico. Um pode ser o mago das cores, o cara para tintura de cabelos, mas em contrapartida não é bom no quesito corte. Nisso você precisa de um segundo cabeleireiro, mas ainda assim a escova e o babyliss dele não dura nada, fazendo com que se escolha um terceiro cabeleireiro que é fera nesse quesito. Contabilizando 3 cabeleireiros no total para uma mulher.

Como tudo isso pode funcionar em perfeita harmonia?!

Simples, mentindo um para o outro. Você fala que cortou o cabelo para o cabeleireiro de número 1 (aquele da tintura), durante uma viagem de férias, assim não fere seus sentimentos. Já, para o cabeleireiro de número 2 (aquele do corte) você jura de pé junto que seu cabelo é loiro de nascença e ficou cheio de luzes por conta do sol. Eu sei, essa desculpa não é a melhor de todas, mas foi a única que me veio na cabeça. Sobre o cabeleireiro de número 3 (aquele da escova/babyliss), você simplesmente não fala absolutamente nada, se finge de morta quando ele perguntar sobre a cor e o corte do seu cabelo, muda de assunto é conta uma fofoca quente pra desviar o foco.

Pois muito bem, até agora essa equação vem funcionando com maestria. Agora, quando você resolve trair o número 1, número 2, número 3 com o mais novo número 4 (aquele que caiu de paraquedas), simplesmente, vai complicar o meio de campo, vai dar bosta, vai foder o esquema todo. No meu caso foi exatamente isso o que aconteceu. Fui inventar moda e precisei pedir pinico. Contarei em detalhes minha vacilada.

Um belo dia depois de almoçar, eu resolvi caminhar pelo shopping, passei em frente ao salão, marotamente resolvi perguntar se “fulana(o)” tinha horário vago naquele exato momento. Que sorte, tinha. Eu que nunca havia visto o ser humano na vida, entrei pra cortar o meu cabelo apenas vendo algumas fotos do seu trabalho pelo Instagram, fui na confiança do meu sexto sentido. Eu queria  cortar as pontas (eu sei, a gente sempre fala isso), mas na empolgação do momento, cortei muito mais do que as pontas e fui parar no lavatório para tonalizar os cabelos. Resolvi que eu deixaria de ser loira para virar morena mel, assim de repente.

Não, o pior é que ninguém me convenceu, eu me convenci sozinha. Eu decidi que eu estava cansada da minha cara – típico da minha pessoa “enjoar” do próprio cabelo – e, fui mudar de loira para morena, de longo para curto. Obviamente, eu sai me sentindo uma Deusa Grega do salão, sai me amando, falando que nunca mais seria loira outra vez na vida – típico da minha dramaticidade – meu novo cabelo estava divino.

Dois dias depois…eu lavei o cabelo, fui secar com meu secador caseiro, sem escova, sem babyliss, comecei a olhar aquele cabelo completamente transformado, batata, não me reconheci mais no espelho, entrei em crise imediatamente. E agora?! além de estar com o cabelo completamente diferente, eu ainda trai o meu cabeleireiro número 1 , número 2 e número 3 pelo número 4. Como voltar para o salão e dizer “Querido, pintei o cabelo e cortei em outro salão, não gostei do tom tão escuro, será que você pode iluminar um pouco, porque eu não quero voltar no número 4?!”

É, nesse caso que eu entendo completamente as mentirinhas do bem. Não dá pra ser sincera e cometer um sincericídio. Não existem pessoas mais apegadas nesse planeta do que os meus e os nossos cabeleireiros. Eles fazem macumba antecipada no caso da gente pensar em trair eles, eu tenho certeza disso, porque sempre que traímos, acabamos voltamos com o rabinho entre as pernas e pedindo pinico pra eles.

Entrei na salão, pedi perdão e fui iluminar um pouco o cabelo, na tentativa de aguentar mais tempo essa fase morena mel. Sou leonina com ascendente em peixes, ou seja minha juba, minhas regras, sinto falta de poder fazer um coque dando um simples nó no meu próprio cabelo, esse é um recurso infalível naqueles dias quando ele acorda rebelde, sem vontade de ficar arrumado. O lado pisciano é a sensibilidade, então preciso trabalhar a arrependimento de ter mudado tão radicalmente, nessas horas um floral vai bem.

Abaixo a foto do novo cabelo, ele já deu uma desbotada básica, mas ainda assim está bem mais escuro do que sempre foi, além do tamanho. Alguns vão dizer que eu sou exagerada, outros nem tanto, mas o bom é que cabelo cresce (o meu cresce rápido) e, eu posso mudar de cor a hora que eu quiser, voltar a ser loira, assim como posso trair às vezes meus eleitos por alguma novidade momentânea (ou fixa). Essa regra se aplica à tudo na minha vida, afinal não tem coisa mais saudável do que quebrar as regras, não é mesmo?!

E aí?!!! fico loira novamente ou 

sossego no morena cor de mel?!!!!


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Em tempo, eu AMO todos os meus cabeleireiros: os velhos, os novos, os do momento, todos – mesmo com a minha narrativa exagerada proposital – fizeram e continuam fazendo um trabalho maravilhoso.

Tô apaixonada pelos tubinhos da La Roche-Posay

Eu adoro um creme de rosto e, quando eu viajo aproveito pra comprar alguns, na verdade adoro testar as novidades que eu encontro pela frente. Minha dermatologista que não leia esse post, afinal eu passo em consulta e acabo fazendo tudo da minha cabeça (mesmo). Pra quem, já entrou pra turma dos #Nos40DoSegundoTempo uma dica de um produto B.B.B. é sempre bem vinda. Ok! você pode achar que não é barato, mas se compararmos com outras marcas, eu achei o preço em conta, principalmente pela eficácia.

Enfim, nas minhas últimas andanças por aí, virei fã dos tubinhos da La Roche-Posay. Eu suspeito que, minhas escolhas sejam baseadas em determinadas qualidades dos produtos, acabo escolhendo sempre me baseando em alguns itens:

Praticidade – uma embalagem precisa ser simples, sem frescura para abrir. Esses tubinhos são assim.

Beleza – sou dessas, eu gosto de embalagem fofa. Os tubinhos são fofos.

Cheiro – o produto precisa me atrair pelo cheiro. Todos são cheirosos.

Eficiência – eu preciso sentir que a pele está melhorando, está ficando iluminada ou bem hidratada. Todos passaram nesse teste.

Produtos anti-idade são sempre desafiadores pra nós mulheres, esses tubinhos foram uma feliz surpresa pra mim. Sempre desejamos que o produto faça seu papel, pra mim, eles fizeram.

Voltando para os tubinhos, eles existem em alguma versões, eu comprei 2 deles. O de Vitamina C – Active C10 – eu simplesmente AMEI muito esse tubinho. Achei que realmente fez diferença na minha pele, só não f=gostei  da rapidez com que ele acabou.

Na verdade, eu gosto de me lambuzar de tanto passar creme, literalmente, nada desse negocio de usar só uma gotinha ou um pouquinho, sou um pouco exagerada, mas vou tentar usar menos no próximo tubo, pra ver se rende mais (sim ele já acabou), durou apenas 1 mês.

Ele é um concentrado eficaz de Vitamina C que atenua as rugas e recupera a luminosidade da pele, além disso conta com textura leve, não oleosa e não pegajosa.

*As mulheres que usaram Active C10 sentiram sua pele mais macias após 28 dias de aplicação.
*96% sentiram sua pele mais firme após 28 dias de aplicação.
*100% das mulheres sentiram que o produto não é pegajoso, alem de ser fácil de aplicar e ser rapidamente absorvido

Preço sugerido: R$119,90 – 15 ml

O Hyaluc C eu gostei bastante – é verdade que, meu coração bateu mais forte pelo tubo da Active C – mas, esse tubo eu achei mais “adulto”, ele foi feito para uma pele mais madura (tipo a minha). Ainda tenho o tubo, está quase acabando, mas certamente ele não passa despercebido, eu recomendaria ele.

O anti-idade adequado para o uso diurno, pois possui filtro solar FPS 25 que protege a pele do envelhecimento cutâneo.

O Anti-idade Redermic Hyalu C possui uma fórmula antienvelhecimento completa que estimula a produção de colágeno, ajudando a reduzir as rugas profundas e com efeito densificador da estrutura dérmica:

– Vitamina C altamente concentrada, ativo antienvelhecimento que estimula a produção de colágeno.
– Manose, que ajuda a proporcionar um efeito uniformizador óptico na pele.
– Ácido Hialurônico Fragmentado, que ajuda a suavizar a pele imediatamente.
– Água Termal de La Roche-Posay, reconhecida pelas suas propriedades antirradicais livres e suavizantes.

A eficácia do Redermic Hyalu C UV foi testada e comprovada por meio de estudos clínicos melhorando significativamente:Rugas; Flacidez; Textura; Uniformidade do tom.

92% apontam que o produto deixa a pele com mais viço
88% avaliaram que o produto deixa a pele mais homogênea
92% consideraram que o produto deixa a pele mais firme

Preço sugerido: R$ 129,90 – 15 ml

Vai ter foto de biquíni, sim senhora!

Desde que eu soube que iria para a Grécia este ano, uma ideia fixa adentrou na minha mente, mente esta que eu tento domar diariamente quando sou tomada pelos meus pensamentos negativos. Aliás, se emagrecer dependesse do exercício diário do pensamento positivo + um punhado de autoestima, nada nos deteriam nessa vida, porque ser mulher é travar uma luta diária com seus piores pesadelos/fantasmas estéticos.

Voltando a problemática da viagem, caí na estupidez da comparação, depois de anos na terapia me peguei comparando os corpos de quem iria para essa viagem. Coisa mais I-D-I-O-T-A que eu fiz. Simplesmente, comecei a entrar na nóia e a ter pensamentos de como emagrecer em tempo recorde até, a viagem. Devo confessar bem no íntimo que, a minha vontade de desfilar um corpo fitness pelas areias de Mykonos, sempre foi bem menor do que a minha vontade de me sacrificar tanto gastronomicamente falando, quanto correndo na esteira. Não adianta, faço ginástica por saúde e bem estar. A parte estética sempre foi meu último, dos últimos apelos para entrar diariamente na academia.

Pois bem, dias antes de aterrisar no meu destino paradisíaco, estava eu (ainda que) andando de bicicleta pelas ruas de Berlim, coberta por roupas de verão, devidamente me esbaldando nos vinhos diários a cada refeição, quando começo a ver via Instagram uma parte da turma que, já estava por lá. Fotos de corpos sarados e bronzeados começaram a desfilar no meu feed. Holy Shit, e, eu aqui comendo todos os pãezinhos do couvert.

No primeiro momento pensei, eu não tiro nem a pau o meu caftã na frente dessa turma toda. No segundo momento, comecei a pensar em como isso era bobo, comecei a lembrar das minhas musas que passaram a desfilar suas inseguranças e suas “imperfeições” sem medo, afinal um pedaço a mais de gordura aqui ou ali, o que importa?! quem vai me criticar, que o faça, não dá pra viver se preocupando com o que pensam da gente, sim, porque a minha preocupação estética até aquele momento, era muito mais em relação aos outros, do que a mim mesma. Eu, honestamente não estava me achando isso ou aquilo, tomei como base os outros, uma grande cilada.

Foi então que eu relaxei. Eu tenho barriga, ela não 
é chapada, e, isso não é um problema.

Passei uma vida me incomodando com ela, quanto tempo desperdiçado, quanta energia perdida por conta de um pensamento fixo. O pior é ver que acabamos influenciando negativamente quem esta por perto – minha filha, no caso – dias desses ela me calou, me tirou todos os argumentos da minha boca, foi quando ela reclamou do seu peso e eu disse “Quanta bobagem da sua parte, você está ótima”. Na mesma hora, tomei uma de direita e uma de esquerda “Você sempre reclamou da sua barriga, agora que eu estou reclamando da minha, você fala que é bobagem”. Toma Mãe, não dizem que os filhos aprendem imitando os pais?! se eu não passo confiança pra ela, como posso exigir isso dela?!

E foram, com essas duas experiências que, eu passei a ser mais gentil comigo mesma, e, principalmente com os outros. A tentar me cobrar muito menos, a deixar de me guiar pelos padrões pré-estabelecidos, a passar a admirar também os corpos de outras pessoas que não são exatamente pertencentes a esses padrões. Eu passei a me policiar internamente e me “auto-apontar” quando o meu reflexo imediatamente me diz que alguém é feio, gordo ou inapropriado, isso vale para os outros e também, para mim.

E foi assim, sem medo, sem nóias, que eu tirei uma foto de biquíni de corpo inteiro, devidamente postada no meu Instagram, para a posteridade. Vai ter foto de biquíni, sim senhora! Vai ter desfile pelas areias da praia, também! Viva a diversidade, ninguém precisa de nada para ir à praia, apenas um corpo, e, que, este seja do jeito que for. Simples.

Foto: @juaguiarbraga