Temos tantas maneiras de fazer uso do nosso direito de fala neste dia 08 de Março que, às vezes não sabemos ao certo de onde começar, por isso vou começar do começo, do ponto de partida, do momento em que você nasceu.
Sou sua mãe, sou mulher assim como você, e, tenho expectativas (algumas reais, outras nem tanto), em relação ao seu futuro, como todas as mães desse planeta.

Parir uma menina, tem uma responsabilidade ainda maior – não falo em termos de amor – falo em termos de igualdade.

Desde sempre, a cada dia, me corrijo e me policio para não repetir o machismo intrínseco que me foi passado por gerações, a cada conflito entre você e seu irmão, procuro analisar se agi por impulso, justiça ou puro machismo. Sou uma feminista em desconstrução, por isso meus antigos hábitos, por vezes me enganam, me dão aquela rasteira marota, o costume é como um vício à espreita.

Fazer de você uma mulher, vai muito além do velho clichê, ele esbarra com a dura realidade da nossa sociedade. Lutar por inclusão, por igualdade e por respeito ✊ é o meu norte, passar esse legado pra você de uma maneira equilibrada, assertiva e justa, é a minha meta.

Eu não te transformo, é você quem se transforma através dos meus exemplos e dos exemplos da sociedade, por isso reflita até onde eles se encaixam nas suas verdades. Não abandone um sonho pelo seu gênero, não tema a fala agressiva da falsa superioridade deste mesmo, e, principalmente nao recue, siga sempre em frente.

Hoje, as questões sobre o feminino e feminismo estão a nossa disposição, se você pode mais, reconheça seus privilégios e tenha empatia pelas mulheres que não os tem. Lute por elas, por nós e por você. Não esmoreça se parecer difícil, tome um fôlego e continue…o mundo precisa da mulher que vive dentro de você!

Mamãe

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