Conhecendo Bagan do alto

Depois de uma viagem tão especial, como essa, o que ficam são as lembranças. Como blogueira, meu trabalho é relatar tudo de bom que eu vi e vivi, por isso às vezes a tarefa de escolher o que escrever no blog, se torna tão difícil. Ainda mais quando o tempo passa, e o post demora mais do que eu gostaria.

Aí, preciso puxar pela memória, pelas fotos e então, saio escrevendo. Quando o passeio foi bom, o post vem naturalmente, esse é um daqueles, veio fácil. Como não lembrar, do meu primeiro passeio de balão?!

Tudo começou assim, acordamos muito cedo, quando eu digo cedo é cedo. Tipo 4 horas da manhã. Nada de café de manhã, não tem tempo e muito menos o restaurante do hotel está aberto a essa hora. Seguimos de van para um lugar descampado, onde várias empresas de balões se juntam, para os passeios do dia.

Recebemos as instruções do voo, conhecemos nossa balonista pilota e seguimos para o nosso balão, que foi devidamente pesado, os seja previamente passamos o número do nosso peso/quilos, para que todas as passageiras não ultrapassem o peso permitido. Vixe, imagina engordar na viagem?!

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Enfim, subimos. Um certo desconforto para algumas entrarem naquele cesto, mas nada que uma pequena ginástica dê conta da entrada. Começa aquele fogaréu, ele vai aumentando, até que o balão começa a subir. Que sensação boa, no começo uma certa agitação, vontade de fotografar tudo, sem parar, depois a vontade vai passando e a paz vai entrando. Nada mais de ficar tirando fotos ou fazendo selfies.

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Olhem que legal, os ajudantes eram todos uniformizados, vestindo o agasalho do Brasil

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Todas devidamente pesadas e magrinhas (obviamente), prontas para a viagem!

As passageiras: LuMich, Paula, Sil, Val, Virginia, Ia, Ice e Cris

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O passeio começa…o sol vai saindo de mansinho…

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Fotos: DQZ by LuMich

Mingalaba! olá!

Sem dúvida, uma das minhas maiores curiosidades era conhecer a casa de alguma família que vivia dentro do lago. Imagina só, como é possível viver rodeado por água, como será a casa por dentro, existe conforto?! as perguntas são tantas, que eu precisava passar por essa experiência.

Pois muito bem, minha turma e eu, fomos conhecer uma daquelas tantas casas, tivemos a sorte de sermos recebidos por uma família, justamente em uma ocasião especial – um noivado (vejam, os noivos abaixo). Os noivos eram muito tímidos, riam sem graça com a nossa enorme curiosidade.

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Primeiro, fomos gentilmente servidos pela família, que nos ofereceu uma comida típica, uma espécie de polvilho, com chá (esse último era muito amargo, difícil de tomar). Enfim, conversamos com a ajuda do nosso guia, que traduzia simultaneamente a fala deles e as nossas perguntas.

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Em seguida, fomos convidados a fazer um reconhecimento do local, ficamos a vontade para andar pela casa e tirar foto. Fiquei impressionada com o relativo conforto deles. obvio não é uma casa como estamos acostumados a morar, mas tinha tudo que uma pessoa precisa, até televisão.

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Muito engraçado era perceber que a mesma curiosidade de todos nós, eram as deles. Na hora da foto, ora éramos os fotografados, ora nós fotografávamos. Uma troca cultural, cheia de amor e carinho.

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Fotos: DQZ by LuMich

Inle Lake Myanmar

Mais uma vez, chegou a hora de pegar o avião, dessa vez seguimos para Inle Lake, uma cidade dentro de um lago. Curioso isso, hein?! será que vai ser legal?! essas perguntas sempre veem na mente.

Afinal, por mais que eu tenha lido o meu roteiro de viagem, a verdade é que chegar a uma nova cidade, é como atirar no escuro, pode ser que acerte, pode ser que não.

A logística para chegar neste lugar é a seguinte: avião, ônibus de turismo e barco. Exatamente, nesta sequência. Um pouco cansativo, é verdade, mas só até a hora de entrar no barco, porque daí pra frente, todo esforço se justifica.

Primeiro, seguimos por um canal relativamente movimentado, com o passar dos metros, o movimento diminui e a paisagem do lugar passa a chamar a atenção.

Assim, que entramos no lago Inle, nos deparamos com uma figura muito típica da região e, porque não dizer única: os pescadores, que remam com os pés. Isso mesmo, com os pés.

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Parece mentira, mas os caras se contorcem todos e a mágica acontece na sua frente. Aja pé, aja malabarismo e aja força na panturrilha (juro, esta modalidade deveria estar nas Olimpíadas).

Depois de mais ou menos 1 hora dentro do barco {ah, tenho que abrir um parênteses para falar do barco, não é qualquer barco, na verdade ele esta mais para canoa fashionista/motorizada, obviamente, uma das mais lindas que eu já vi}. Pronto, falei.

IMG_2945 Finalmente, entramos em um outro canal, dessa vez completamente em silêncio, o único barulho era do motor. Avistei o que supostamente seria o nosso hotel, muito feliz, ele era um sonho. E assim, começa a segunda parte por Myanmar. IMG_8372

IMG_8357 Agora deixo vocês com um pouquinho de Inle lake, essas paisagens únicas, aposto que vão deixar todos muito curiosos pelo próximo post…aguardem! IMG_8445

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Fotos: DQZ/Paula Siani