Do formal ao casual – dois restaurantes em New York

Big Apple

São tantas opções, e, eu continuo monotemática, dessa última vez em Nova Iorque fiquei sem saber o que fazer quando me deparei com o meu restaurante preferido literalmente a baixo, restando apenas sua fachada do que um dia foi meu point na cidade. Dizem que ele será reconstruído, que essa quebradeira é apenas temporário ~ espero, viu?! porque, eu fiquei muito triste. E, por conta deste imprevisto, fui obrigada a inovar.

Eu sei que sou sempre muito exagerada, afinal tem restaurante a dar com pau por aqui, reza uma lenda que se você for todo dia, durante aproximadamente 22 anos, tomar café da manhã, almoçar e jantar nos mais de 10.000 restaurantes da Ilha de Manhattan, talvez você consiga conhecer todos, isso sem contar com os novos restaurantes que pipocam a cada estação e com os restaurantes da Cidade de Nova York, que devem se somar a lista, ou seja com sorte e muita disposição, em uns 50 anos você conhece tudo, só não vale fazer como eu ~ repetir restaurante, hein?!

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Enfim, primeiro eu vou falar do formal Betony (Midtown), quando eu cheguei no restaurante, tudo indicava que seria uma overdose de formalidade, afinal a decoração é bem clássica, paredes entalhadas de madeira escura, móveis mais tradicionais, um ambiente mais social, mas na verdade não chega a incomodar, nada é excessivamente austero, surpreendente mesmo foi a comida, muito criativa e saborosa, bem diferente do ambiente.

Me diverte horrores com as minhas amigas, adorei as entradas, amei a sobremesa e achei o preço justo, principalmente se você não pedir o vinho mais caro da casa. Agora o melhor foi poder voltar andando para o meu hotel (mesmo debaixo de chuva), a localização do Betony é ótima ou seria a do meu hotel?! enfim…

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 41 West 57th Street New York, NY 10019

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Para contrabalançar a vibe formal, bora descer para o Lower East Side para comer no restaurante ContraNYC. Aqui esqueça qualquer tipo de frescura, o ambiente é super descontraído, jovem, aliás você pode ver a cozinha e os chefes cozinhando nos fundos do restaurante.

Agora, nem pense em escolher a sua comida, o cardápio é fechado, sazonal, isso sem contar no fato de que por aqui o menu é degustação, são 5 pratos, desde a entrada até a sobremesa, nada exagerado, fiquem tranquilos, cabe tudinho no estômago. Uma delícia e nada muito demorado, não deixe de comer o pão deles, simplesmente maravilhoso.

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138 Orchard St, New York, NY

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*Agora posso esperar o meu restaurante preferido na cidade ficar pronto, tenho mais dois para variar! 🙂

Fotos: DQZ e Reprodução

New York em 4 dias

Como eu morei em NY e tenho uma relação de amor com essa cidade única e tão cosmopolitae até porque, fazer compras em São Paulo não está fácil — sempre que posso dou uma passadinha na Big Apple.

Um dia liguei para a Fê e disse: “vou sozinha para NY sexta-feira, essa é sua grande oportunidade, vai comigo?” — por que eu sou assim. A Fê, naquela calma que Deus lhe deu, disse “tá bom, vou falar com o chefe e te respondo mais tarde.” Em dois dias embarcamos para um final de semana prolongado de compras.

Nos hospedamos no Helmsley Carlton House, na 680 Madison Ave., mais pela localidade que pelo hotel em si, que nem conhecíamos e continuamos sem conhecer até o final dos 4 dias de compras: saíamos bem cedo pela manhã com nossas bolsas à tiracolo (bendita Chanel) e voltávamos por volta de 7pm carregadas de sacolas!!!

O Hotel tinha um porteiro português que sempre se divertia com nossas histórias diárias.

Como era o debut da Fê em NY, precisava aliar as tardes de shopping com um pouco de cultura. Então nosso plano era o seguinte: diariamente dividimos nosso dia em três blocos: cultura, compras e diversão. Daremos aqui algumas dicas imperdíveis para vocês, compartilhando essa nossa expriência.

Nosso dia começava com cultura. Até porque, carregar sacolas o dia inteiro não dá.

Por mais batido que pareça, o Metropolitan Museum é sempre uma grande surpresa. Foi nossa opção para o primeiro dia. Dica dramática: existe um guichêzinho, bem no cantinho, onde você pode optar, discaradamente, por pagar o quanto quiser pela entrada. A entrada para um adulto normalmente custa USD 20.00. Mas, se quiser, você pode pagar menos. É só oferecer uma notinha de 10 e pedir: “Two tickets, please”.
Observação: eu só faço isso porque já fui umas 100 vezes para este museu, tá? Neste dia demos a sorte de ver uma excelente exposição sobre a cultura dos Samurais japoneses e eu gastei bem mais do que os 20 dólares da entrada na lojinha de souvenirs 🙂

Um dos dias começou com uma missa gospel, daquelas que vemos nos filmes. Fomos para o Harlem e nos divertimos a valer. De resto, visitamos também os básicos: St. Patrick`s church, Central Park, Rockfeller Center, etc.

Na última noite conseguimos encontrar tickets de última hora para ver Billy Elliot, um musical engraçado e dramático, que valeu para fechar a nossa trip.

Depois de muito caminhar no Museu, SHOPPING!!! E não estamos falando de outlets, que eu, particularmente, não tenho a menor paciência.

Sacks, Barney’s e Bergdorf Goodman foram nossos magazines preferidos, onde encontramos boas marcas, com roupas de qualidade, a um preço justo e muita praticidade de achar tudo no mesmo lugar, nada de viajar para New Jersey.
Para as compras mais trendy, nos dirigimos ao Meatpacking District, onde fizemos pit stops obrigatórios nas lojas de Diane Von Furstenberg, Scoop, Alexander McQueen e Stella McCartney. Não necessariamente compramos em todas essas lojas, mas, para procurar por oportunidades ou apenas para anotar as tendências, vale a visita.

Rumo ao Soho, o bairro descolado da cidade, demos uma parada para recarregar as baterias comendo “The” Cupcake, na Magnolia Bakery. Imperdível. Voltando às compras, no Soho entramos em quase todas as lojas: Issey Miyake, Isabel Marant, Catherine Malandrino, Phillip Lim, entre outros.

Para o nosso último dia de compras, dica Zen: a Fê descolou uma listinha com os melhores brechós da cidade, um verdadeiro garimpo vintage. Passamos nas seguintes: Armarcord, Ressurrection, The Family Jewels, A seconde Chance e na French Sole.

Para o bloco 3 do dia, escolhemos sempre atividades para descontrair e esquecer que os pés estavam reclamando das longas caminhadas. Jantamos um dia no Le Bilboquet. Literalmente, uma biboca: apertado, mas com uma comida muito boa. Detalhe dramático para os garçons franceses… Outra noite estávamos meio sem fome (graças aos cupcakes) e resolvemos apenas sair para uns drinks no Plaza Hotel. Um luxo.
Em compensação, na noite seguinte saímos para uma bela refeição italiana no Nello. A casa estava cheia e nos colocaram em mesas literalmente coladas a um casal do Texas. Qual não foi a nossa surpresa, mais que simpática, quando o casal nos ofereceu uma garrafa do melhor vinho da casa pela companhia das brasileiras. E depois dizem que os americanos são frios!

Fizemos mais algumas coisinhas aqui e acolá, mas o bom é saber que sempre teremos NYC! new-york

Fotos: DQZ e Reprodução