Porto – o que fazer?!! Parte I

Adoro chegar em uma cidade e não saber muito sobre ela, gosto de sair perguntando e “catando” dicas com amigos, concierge e turistas, assim como eu. Por isso, dessa vez aqui no Porto não foi diferente. Fico um pouco incomodada com um roteiro já todo pré-estabelecido, claro ele precisa minimamente ser organizado, porém aberto a mudanças de última hora e novas experiências imperdíveis.

Meu “City Sightseeing” começou pelas ruas de Vila Nova de Gaia, Eu e o Beto fomos descendo as ladeiras até chegar na frente do teleférico da cidade, subimos novamente para a cidade alta, demos uma voltinha pela area, tem um mirador para olhar a cidade do Porto (logo na frente), mas nada mais, então atravessamos a famosa Ponte Dom Luis I.

Um verdadeiro cartão postal, ela foi projetada, a quem possa interessar, por Théophile Seyrig e inaugurada em 1886. A ponte fica cheia de turistas durante o dia e noite. Rola muitas fotos por lá, porque lugar é simplesmente lindíssimo.

Pelas ruas…pelas casas velhas…

Catedral da Sé do Porto

Nosso segundo passo foi andar, andamos muito por toda a cidade, se você tiver disposição esse é o melhor meio de transporte. Conseguimos conhecer toda a Cidade Velha dessa maneira – ok, fiquei com os meus pés cheios de bolha, juro, mas a culpa foi do pisante, inapropriado para tal caminhada – por isso, nada de querer ficar muito fashion, pense no conforto. Nossa primeira parada, foi na Catedral da Sé do Porto, um dos monumentos mais relevantes da cidade:

“Construção granítica robusta, imponente, insere-se dentro da categoria de igreja-fortaleza, como era característica das construções românticas da época. Uma vez que para além da observância do ritual religioso, não raras vezes as igrejas e catedrais eram chamadas a desempenhar funções na geoestratégia militar dos territórios, devido aos constantes ataques árabes, que no caso do Porto ocorriam sobretudo por voa marítima”.

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SÉ CATEDRAL DO PORTO ? **************************************** Um dos monumentos mais relevantes da cidade, a sua história encontra-se fortemente ligada com o advento da nacionalidade portuguesa. É preciso recuar até o século XII, mais precisamente até 1113, data em que a Rainha D.Teresa concedeu o senhorio do burgo do Porto ao bispo D. Hugo, monge beneditino que pertencia ao Mosteiro de Cluny, para além da doação do território, D.Teresa incentiva D.Hugo a edificar a Sé do Porto, disponibilizando para o efeito rendas elevadas do erário régio. **************************************** #portoportugal #wanderlust #globetrotter #triparoundtheworld #tripadvisor #viajarfazbem #viajarpelaeuropa #viajarpelomundo #sedoporto

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O Claustro

A entrada na Catedral é de graça, já o Claustro ao lado é pago. Nada exorbitante, alguns poucos euros (não lembro ao certo, mas deve ter sido uns 3 euros). Muitas pessoas por conta desse valor, batem em retirada – não façam isso – o Claustro é um lugar encantador, suas paredes cobertas de azulejos e sua arquitetura, fazem valer cada euro. Fiquei encantada e até, tirei foto para um “look do dia” improvisado.

“O Claustro da Sé do Porto foi concebido ao modo gótico e a sua construção iniciou-se em 1385, por intermédio do Bispo D.joão III. É constituído por dezesseis arcos ogivais geminados”.

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Majestic Café

Depois de uma bela caminhada, chegamos em frente ao tradicional Majestic Café, o estabelecimento preserva exatamente as suas instalações originais, desde a sua inauguração em 1921.

Sempre haverá fila na porta, mas não desanime, entre nela e aguarde uns minutinhos, a rotatividade é alta, até porque as pessoas querem mesmo é conhecer o lugar, peça um cafezinho e um misto quente, são deliciosos. Aproveite para fotografar o lugar, tem cheiro de história no ar.

Saindo do nosso pit stop estratégico, fomos conhecer uma livraria incrível, mas esta estória vai ficar para o próximo post. Continue lendo…

Fotos: Instagram @Lu.Mich/Lu.Mich

Um aniversário

Tem quem não goste, não suporte o assédio no dia, não fique animado, fique meio deprê, mas eu confesso, adoro, me sinto especial, feliz, paparicada e se estiver viajando, o dia fica ainda mais perfeito. Amo fazer aniversário por aí.

Quando eu era criança detestava fazer aniversário em Julho, pior ainda porque o meu era o último dia das férias, dia 31, simplesmente o dia da volta, dia da ressaca, ninguém para me parabenizar e pra piorar a escola começava no dia seguinte, ou seja não haveria “Parabéns pra você (pra mim)” na sala de aula e, muito menos um bolinho das amigas.

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Foram precisos alguns anos e um pouco de terapia, para eu superar esse trauma infantil – ok, sem drama queen e sem exageros melodramáticos – Até que, eu descobrisse a vantagem da data em si. Afinal, tem coisa mais maravilhosa, do que fazer aniversário pelo mundo à fora?! foi o que eu comecei a fazer, já passei essa data viajando e em lugares lindos e muito especiais. Detalhe: não precisa ser o melhor lugar do mundo, mas precisa ser viajando.

Dessa vez o roteiro me levou para Portugal, sendo mais precisa O Porto. Cidade perfeita para a data. Cheguei de manhã empolgadíssima e louca para aproveitar a data. Então, além de ler as inúmeras mensagens de parabéns (viva as redes sociais, aproximando as pessoas a distância), eu tirei o dia pra o ócio.

Nada mais gostosos do que não fazer nada, sem culpa, afinal no dia do aniversário, a pessoa tem o direito de fazer o que quiser, inclusive nada. Ficamos hospedamos no The Yeatman, um sonho de hotel, suíte espaçosa, super confortável e uma varanda com vista para a cidade do Porto e a Ponte Dom Luis I.

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A piscina é um caso a parte de puro amor. Obviamente, passei a minha tarde lagarteando nela, até me preparar para o jantar todo especial, que o Beto providenciou (ai dele, se não tivesse). Não precisei sair do lugar, quer dizer, quase, no próprio hotel existe um super restaurante chamado O Restaurante Gastronómico, com uma estrelas Michelin e suas frescurinhas típicas da fama.

RESTAURANTE **************************************** Guia MICHELIN "Único! Proporciona um ambiente clássico moderno. Destaque para à luminosidade do espaço e a espantosa vista sobre o Porto. Convidam à uma cozinha de autor baseada em diferentes menus, uma selecção de pratos à carta e uma das caves de referência de tudo Portugal". Uma estrela MICHELIN: uma cozinha de grande fineza. Vale a pena fazer uma etapa! ************************************************* #yeatman #yeatmanrestaurante #yeatmanrestaurant #viajarcomestilo #instagrammer #dqztrip #tripadvisor #triparoundtheworld #portoportugal #triparoundtheworld #tripadvisor #viajandopelomundo #viajarpelaeuropa #viajarfazbem #triptoeurope #europetrip #travelblogger #travelphotos

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Como todo lugar que carrega o peso das estrelas Michelin, a comilança é enorme. Menu degustação. Tudo maravilhoso, no tempo certo, mas a jacada das férias começou cedo demais, lá vem o clichê, não tem como “Eu sai rolando”. Porém, feliz e contente com meu jantar, minha viagem e até com meus 4.4 recém chegados.

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Menus de Degustação Menu do Chefe

Atum

Francesinha com barriga de atum

Chocos

Mini chocos cozinhados com tinta, creme de chocos e caldo de choco

Pescada

Sauté com raviolis de polvo e molho de salicórnia

Caldeirada

Raia, Crustáceos & Bivalves

Bacalhau

Feijoada de sames de bacalhau com pistou de legumes, lombo e molho de chouriço

Ostras de Galinha

Sautés com cebolinhas assadas, cogumelos e cremoso de queijo ilha

Marinhoa Velha

Lombo de vaca grelhada, creme de batata, cogumelos morilles e molho de carne

Tangerina

Creme de tangerina com lima, merengue de tangerina e gelado de queijo mascarpone

Chocolate & Caramelo

Poroso de chocolate, ganache de chocolate com flor de sal e gelado de caramelo

Infusão do Chefe ou Café e Mignardises

Preço Menu: 145 euros

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Fotos: Lu.Mich/Reprodução

Conhecendo Portugal – De Norte a Sul

Qualquer motivo serve para uma viagem, por isso esta viagem será de lua de mel (isso significa, viajar somente com o Beto, sem crianças), de aniversário (faço 4.4 no exato dia da chegada em Portugal) e, de muitos outros motivos para comemorar. E, se não houver motivos, eu crio, sem problemas.

Nosso roteiro foi cuidadosamente preparado por nós, pra começar no Norte e terminar no Sul. Do Porto à Lisboa em 15 dias. Foram mais de 1.700 quilômetros de carro e só faltou eu ter usado aquele aparelho de contar os passos, devo ter dado milhares deles.

O nosso voo saiu de São Paulo e foi direto para o Porto, lá mesmo no aeroporto pegamos um carro previamente alugado do Brasil. Obviamente, nossa primeira providência foi se entender com o GPS que, falava português de Portugal, ora pois. Aliás, impossível imaginar alugar um carro sem GPS pela Europa.

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Não demorou 20 minutos, já estávamos entrando em Vila Nova de Gaia, cidadezinha que fica de um dos lados do Rio Douro, do outro está o Porto. A vista do nosso hotel, era um privilégio, todas aquelas construções antigas, prédios históricos de frente para o rio, além da Ponte Dom Luis I – uma das mais lindas que eu já vi.

Tudo isso, bem na minha frente, prontinho para eu tirar um milhão de fotos, com a minha super Canon…#só que não, esqueci a porra do fio do carregador, ou seja sem fotos artísticas, apenas fotos de celular e olhe lá. Por isso, dica de ouro, esqueça suas roupas, mas não o fio do carregador, este não  tem como substituir por outro.

Frustrações de lado, até que as minhas fotos de celular ficaram muito boas, modéstia à parte. Duvida?! é só dar uma olhadinha no Instagram @Lu.Mich. Agora, vamos falar um pouquinho sobre essas duas cidades, afinal um pouco de cultura não faz mal a ninguém.

“A cidade do Porto e a cidade de Gaia namoram há vários séculos nas margens do Rio Douro. A importância conjunta destas duas cidades é muito grande para a história de Portugal, ao ponto do nome do país derivar da junção das duas: Portucale.

Desde a Idade do Bronze que o espaço onde se situa a cidade do Porto registra ocupação humana. O Morro da Penaventosa, onde hoje em dia fica situada a Catedral da Santa Maria do Porto, foi um dos primeiros locais onde as comunidades pré-romanas se instalaram crescendo depois (século VII), todo o núcleo urbano ao redor deste importante baluarte da Fé.

Vários são os povos e culturas que passaram pela região do Porto. Desde logo, é um pouco à imagem do território português, os muçulmanos conquistaram a cidade em 716 por intermédio de Abd al-Aziz ibn Musa. O período de ocupação árabe da cidade do Porto foi efémero. Uma vez que em 739, Afonso I das Astúrias reconquista a cidade para a facção cristã. Em 868, o Conde Vimara Peres, liderando um grupo de cavaleiros cristãos ocupa o território de Portugal (até essa data praticamente despovoada)”.

Continuamos a aula de história, no proximo post…

Fotos: @Lu.Mich