Uniforme Kenzista

Foto: MARCIA GAMMA

Eu sou do tipo que quando gosta, simplesmente gosta MUITO!!

E como eu havia dito no post anterior AQUI à respeito da minha mais nova paixão fashionista, a marca criada pelo estilista Kenzo Takada.

Hoje eu resolvi que é dia de mostrar meu outfit Kenzista, ou melhor dizer uniforme (tirando a bolsa) TODO o resto pertence a marca.

Esse vestido é incrível e foi amor à primeira vista, ele pode ser usado de duas maneiras, do jeito que está na foto com cinto, marcando bem a cintura ou sem cinto, completamente solto, o que muda totalmente o conceito da roupa (não tenho foto dessa maneira, mas prometo em breve colocar aqui).

Aliás, ele lembra o estilo japonismo, aquele em que Yohji Yamamoto, Rei Kawakubo e Issey Miyake, encabeçaram o movimento criado nos anos 80, onde as formas esculturais e arquitetônicas faziam parte de um novo conceito na moda.

Em 2013, o estilo voltou com força total através de Haider Ackermann, da Hermés, Pucci, Prada e Etro, que fizeram uma nova releitura do estilo.

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E como bem disse, Adriana Bechara, editora da revista Glamour “Os japonistas impuseram um estilo urbano, assexuado, basicamente preto e cheio de volumes que apagavam as linhas do corpo para criar uma nova silhueta, mais conceitual e cerebral. A diferença é que o que vimos aqui foi um resgate traduzido para a atualidade, mais leve e menos asséptico”.

Foto: MARCIA GAMMA Foto: MARCIA GAMMA Foto: MARCIA GAMMA

Fotos: Marcia Gamma

 

Pleats Please!!

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Não sou dessas pessoas que tem um closet enorme e muito menos sou uma acumuladora de roupas – com exceção de bolsas – me considero uma fashionista do tipo moderada.

Periodicamente faço uma rapa no meu armário e como uma boa consultora de imagem, descarto tudo aquilo que em dois anos eu passei batido, literalmente sou capaz de me desfazer de roupas praticamente novas compradas pelo forte impulso consumista de uma personagem de Sex And The City.

Inclusive, até o meu vestido de noiva já teve destino semelhante, viajou para o Nordeste mais precisamente à Bahia, onde fez a alegria de outra noiva.

E todo esse papo de desapego, consumo consciente embasada em práticas de consultoria de imagem foi para chegar em uma caixa guardada dentro deste mesmo closet, há exatos 14 anos. Ora, mais então que conversa furada foi essa aí de cima?!

Um minuto de sua atenção, eu vou explicar. Flashback, por favor!!

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Paris 1999, Place de Voges, Marais

“E lá estava eu andando por aquela praça, quando eu me deparei com a loja do Senhor Miyake, entrei imediatamente levada por um impulso nunca antes experimentado, comecei a passar a minha mão por aquelas roupas que mais se pareciam com dobraduras japonesas de papel – os famosos origamis – acho que pela primeira vez passei a admirar uma roupa com um outro olhar que não o do simples consumo, descobrir as pequenas e grandes plissadas daquele estilista japonês, que eu havia conhecido minutos atrás, despertou dentro de mim uma relação de amor pela a moda “.

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Por isso dentro daquela caixa eu ainda guardo as minhas comprar daquele dia tão especial – que pra ser sincera, me custaram quase todo o dinheiro que eu havia levado pra viajar – e, é com uma enorme alegria que eu descubro a volta dos PLEATS, PLEASE!! como são chamados os plissados de Issey Miyake.

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Inspirado pelo mestre dos plissados Mariano Fortuny (que eu já falei AQUI), Issey afirma “Adoro fazer experiências com tecidos, combinando a mais moderna tecnologia com tradição e artesanato”, não à toa ele trouxe novas técnicas, como as fibras sintéticas com qualidades termoplásticas – 100% poliéster.

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Bom, e agora que a estilista Stella McCartney lançou uma coleção inspirada nesses dois mestres dos plissados, eu acredito que os “meus” plissados vão dar um tempo daquela velha caixa, para fazer parte novamente do meu closet.

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E apesar de ser prática em relação as roupas, ainda bem que eu resisti a tentação de passá-los, os PLEATS para frente…

Fotos: DQZ e Reprodução.