#Nos40DoSegundoTempo

Conhecendo Bagan do alto

Depois de uma viagem tão especial, como essa, o que ficam são as lembranças. Como blogueira, meu trabalho é relatar tudo de bom que eu vi e vivi, por isso às vezes a tarefa de escolher o que escrever no blog, se torna tão difícil. Ainda mais quando o tempo passa, e o post demora mais do que eu gostaria.

Aí, preciso puxar pela memória, pelas fotos e então, saio escrevendo. Quando o passeio foi bom, o post vem naturalmente, esse é um daqueles, veio fácil. Como não lembrar, do meu primeiro passeio de balão?!

Tudo começou assim, acordamos muito cedo, quando eu digo cedo é cedo. Tipo 4 horas da manhã. Nada de café de manhã, não tem tempo e muito menos o restaurante do hotel está aberto a essa hora. Seguimos de van para um lugar descampado, onde várias empresas de balões se juntam, para os passeios do dia.

Recebemos as instruções do voo, conhecemos nossa balonista pilota e seguimos para o nosso balão, que foi devidamente pesado, os seja previamente passamos o número do nosso peso/quilos, para que todas as passageiras não ultrapassem o peso permitido. Vixe, imagina engordar na viagem?!

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Enfim, subimos. Um certo desconforto para algumas entrarem naquele cesto, mas nada que uma pequena ginástica dê conta da entrada. Começa aquele fogaréu, ele vai aumentando, até que o balão começa a subir. Que sensação boa, no começo uma certa agitação, vontade de fotografar tudo, sem parar, depois a vontade vai passando e a paz vai entrando. Nada mais de ficar tirando fotos ou fazendo selfies.

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Olhem que legal, os ajudantes eram todos uniformizados, vestindo o agasalho do Brasil

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Todas devidamente pesadas e magrinhas (obviamente), prontas para a viagem!

As passageiras: LuMich, Paula, Sil, Val, Virginia, Ia, Ice e Cris

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O passeio começa…o sol vai saindo de mansinho…

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Fotos: DQZ by LuMich

Vamos para Kakku?!

É longe, muito longe, mas certamente vale a pena. Conhecer Kakku é uma aventura, em todos os sentidos. A logística parece maluca, mas funciona: barco, ônibus de turismo e lá se vão umas 3 horas (aproximadamente), até o nosso destino.

Kakku fica fora do roteiro turístico, não é o típico passeio para quem visita Inle Lake. Localizado nas colinas do Estado de She Shan, o lugar reserva uma grande surpresa, um  santuário do século XI, onde as estupas são as estrelas – nada mais nada menos do que – umas 2000 delas, devidamente enfileiradas.

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Mas antes de chegar, uma paradinha para a foto, bem no meio da plantação de girassóis. Coisa mais linda a paisagem.

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Para fazer essa visita, é necessário ter um guia da etnia Pa-O, esses foram os meus simpáticos guias. Cheios de simbologia, eles deram uma lição de história, falaram sobre a lenda que alimenta suas origens e surpreenderam na hora de falar outro idioma, o inglês.

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Bom, mas agora vamos ao que interessa – KAKKU – melhor do que falar é ver, por isso aproveitem as fotos.

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Fotos: DQZ by LuMich

Mingalaba! olá!

Sem dúvida, uma das minhas maiores curiosidades era conhecer a casa de alguma família que vivia dentro do lago. Imagina só, como é possível viver rodeado por água, como será a casa por dentro, existe conforto?! as perguntas são tantas, que eu precisava passar por essa experiência.

Pois muito bem, minha turma e eu, fomos conhecer uma daquelas tantas casas, tivemos a sorte de sermos recebidos por uma família, justamente em uma ocasião especial – um noivado (vejam, os noivos abaixo). Os noivos eram muito tímidos, riam sem graça com a nossa enorme curiosidade.

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Primeiro, fomos gentilmente servidos pela família, que nos ofereceu uma comida típica, uma espécie de polvilho, com chá (esse último era muito amargo, difícil de tomar). Enfim, conversamos com a ajuda do nosso guia, que traduzia simultaneamente a fala deles e as nossas perguntas.

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Em seguida, fomos convidados a fazer um reconhecimento do local, ficamos a vontade para andar pela casa e tirar foto. Fiquei impressionada com o relativo conforto deles. obvio não é uma casa como estamos acostumados a morar, mas tinha tudo que uma pessoa precisa, até televisão.

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Muito engraçado era perceber que a mesma curiosidade de todos nós, eram as deles. Na hora da foto, ora éramos os fotografados, ora nós fotografávamos. Uma troca cultural, cheia de amor e carinho.

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Fotos: DQZ by LuMich