Entre Narcos

Se tem uma coisa que eu ADORO, essa coisa é um bom filme ou uma boa série. Eu sou do tipo meio obsessiva, super ansiosa e desesperadamente dramática para terminar, no caso todas as temporadas/episódios. Minha última série tinha sido Breaking Bad, gostei tanto, mais tanto que eu havia pensado ter ficado órfã desse tipo de entretenimento, achei que nunca mais conseguiria voltar a gostar tanto de outra série na vida, até chegar Narcos.

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Sou completamente fã do Wagner Moura, tive a oportunidade de conhecê-lo em uma coletiva de imprensa – quando ele atuou no polêmico filme Praia do Futuro, do diretor Karim Aïnouz  AQUI– mesmo que ele estivesse em cima do palco e eu na platéia. Sua simpatia e profissionalismo são gritantes e fazem dele, sem dúvida um dos melhores atores que temos no Brasil e quiça fora dele. Não à toa, a escolha por seu nome para viver o temido narcotraficante colombiano Pablo Escobar, que reinou por décadas a frente do Cartel de Medellín.

Impressionante o gestual criado por Wagner para compor a personagem, seus trejeitos, seu modo de andar, aquela arrumadinha nas calças constantes, fazem a gente não querer mais parar de assistir a série. Eu fiz um intensivão: 10 capítulos, em dois dias. Vício puro, que fez levantar no domingo de manhã para acabar de ver o penúltimo e último episódio, aliás os mais emocionantes.

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Muitos falaram a respeito do sotaque de Wagner – como não tenho o espanhol como primeira língua, pra mim foi indiferente – sua atuação abafa qualquer sotaque fora do lugar. Seu esforço fala mais alto, afinal se despindo de qualquer vaidade, ele engordou 20 quilos, além do fato de o ator ter ido morar por um tempo em Medellín, somente para aprender a falar espanhol, ou seja deixa que digam, que pensem, que falem, não é Jair?!

A história sobre a vida do narcotraficante, tem momentos de pura emoção, misturados por muito tiro e sangue. Escobar fez um país inteiro se ajoelhar a seus pés, mandou em políticos e juízes, criou suas próprias leis, mudou a constituição, explodiu avião (onde morreram 107 inocentes), explodia bombas pela cidade, invadiu o Palácio da Justiça, criou sua própria prisão (La Catedral) e foi cruel e sanguinário, com qualquer tipo de inimigo em potencial, mandava matar como se fosse uma mosca. Um narcotraficante sociopata, que se transformou em terrorista e inimigo número 1 dos Estados Unidos.

A série baseada em fatos e personagens reais, vai muito além, a partir da narrativa de um agente da DEA (Departamento antidrogas dos EUA), se pode ter dimensão do valor histórico e social, que foi o período do narcotraficante Pablo Escobar para Colômbia e para o mundo. Se você levar em conta que a na década de 80, Bogotá era a cidade mais perigosa do planeta Terra, pode -se imaginar o rastro de violência que o império das drogas produzia naquele tempo. Ou seja, uma série imperdível!!!

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Fotos: Reprodução

Praia do Futuro

Semana passada tive o prazer de assistir a uma sessão de cinema, apenas para a imprensa, blogueiros e afins, de “Praia do Futuro”, do diretor Karim Aïnouz, com direito a coletiva de imprensa na sequência, o que me deixou muitíssimo feliz afinal de contas iria ver ao vivo e a cores um dos atores que eu mais admiro o Capitão Nascimento, ops, o Wagner Moura.

O filme gira em torno de 3 personagens principais: Donato, vivido por Wagner,  Konrad vivido pelo alemão, Clemens Schick e Ayrton, vivido pelo cearense Jesuíta Barbosa.

coletiva de imprensa

Uma história densa, melancólica, silenciosa na maioria da cenas, mas muito intensa na interpretação dada pelo seus personagens, que passa entre o Ceará e Berlim. Quem espera ver Wagner Moura viril, como já o viu no passado não irá se decepcionar, o bombeiro foge de qualquer estereótipo homossexual, e sob aplausos, diz que o que faz parte da vida é de fórum intimo de cada um, e afirma que isso “Não deva ser assunto para os outros”.

Já Clemens responde a uma das perguntas (recorrentes) da plateia, neste mundo em que vivemos “Como é fazer um personagem gay?!”, onde ele responde com uma reflexão, “Porque nunca fazem a pergunta ao contrário, como você se prepapra para fazer um personagem heterosexual?!”, e afirma sobre as cenas de sexo, que são várias na sua carreira “Não é a coisa mais difícil de se fazer como ator”.

Sobre a dificuldade da língua, Wagner afirmou que a professora tinha certeza que em dois meses ele falaria alemão, mas que na verdade…“Não ía saber falar alemão”, inclusive em uma cena grande com a mergulhadora, sua fala foi totalmente cortada, resultado, “Ficou nada”. Risos.

Para encerrar a coletiva, Karim termina com uma frase “Eu quero dominar corações e mentes”,  sobre o tom do filme, ele ainda afirma que neste sentido é o seu filme mais ambicioso. A música hoje é um plus a mais neste neste filme, antes no passado na sua visão era coisa de americano, mas agora dessa vez “chutei o balde, nessa eu queria trilha, arrebatadora, odeio instrumento de sopro, queria música masculina”.

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Confira o trailer do filme:

Coletiva de Imprensa

Fotos: Divulgação