Resolvi me aventurar mais uma vez pelos vlogs da vida, dessa vez minha aventura foi por Aspen, no Colorado. Eu conto um pouquinho sobre a minha temporada na neve, e, eu confesso a todos vocês, que esquiar não é definitivamente minha paixão, mas é a do meu marido, ou seja eu sou “obrigada” a frequentar estações de esqui pelo mundo a fora, passar frio (quase congelar) e esquiar o dia todo, sem descanso (ok, exagero meu).

Meu nível no esqui é razoável/médio/pista verde, com possibilidades de idas eventuais para a pista azul, obviamente, quando o meu medo é controlado, permitindo tal façanha. Já, a minha turma, se encontra em outro patamar, o que ocasiona uma certa desigualdade esportiva entre nós, porque eu nunca consigo e não conseguirei descer uma pista preta na minha vida, nem que eu viva 100 anos, eu descerei. Pra quem não sabe, a tabela das pistas é a seguinte:

Pista Verde: Ok.

Pista Azul: Hum, tá eu vou descer.

Pista Vermelha: O que?!! não, não dá.

Pista Preta: Xzussss, vou morrer.

Pista Double Preta: Morri.

A rotina em uma estação de esqui é seguinte, pensa no exercito, pensou?! antes que falem, eu não fiz exercito, mas meu irmão fez, então vou fazer a comparação. Disciplina militar. Acordo cedo, olho pela janela, vejo aquela neve toda, olho a temperatura no Iphone e rezo pra estar abaixo de -20* Celsius – assim quem sabe todos desistem de sair para esquiar – não, não está -20*, apenas -15*, obaaaaa #sóquenão, vamos esquiar.

Em seguida, chega a hora da vestimenta, um verdadeiro inferno na terra. São camadas e mais camadas de calças e blusas, luvas e óculos, além da bota de esqui, que provavelmente deve pesar uns 5 quilos. Ao sair do lado de fora do hotel, entrando em contato com o ar, meu nariz começa e escorrer sem parar, minha pele resseca e meu pé começa a gangrenar, depois de um certo período.

Sweden's Henrik Harlaut slides during men's freestyle skiing slopestyle qualification round at 2014 Sochi Winter Olympic Games in Rosa Khutor

Assim, começa o meu dia: sobe, desce, sobe, desce, sobe, desce, sobe, desce, sobe, desce. Paro para o almoço, devoro um hamburguer com batatas fritas, tomo um chocolate quente (engordo um monte) e, volto para a pista de esqui. O final da tarde vem chegando e o frio aumentando. Eu sento naquela cadeirinha congelante, o famoso ski lift (teleférico), que me leva lá pro céu, o vento bate na minha cara sem dó, minhas luvas não dão conta de esquentar as minhas mãos e finalmente, eu chego ao topo da montanha.

Começo mais uma descida, meu corpo vai entrando em hiportemia e eu começo a rezar para dar tempo de chegar no final da pista, durante a descida eu imagino ser perseguida por uma avalanche mortal ou penso que, um acidente pode acontecer a qualquer momento comigo, me levando para o fundo de uma fenda, onde eu nunca mais serei achada, minha morte será lenta e solitária.

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Finalmente, eu chego sã e salva, Graças a Deus a pista vai fechar e, eu vou poder me esquentar. Tiro aquele monte de roupas e desmaio na cama. Mas antes eu penso, durma bem, viu?! porque amanhã tem mais.

Gostou?! vai querer esquiar?! tenho certeza, que sim! aproveita e assiste o vídeo, tá?!

Fotos: DQZ/ Edição: Bruno Lima

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