A rua – Nova Iorque

Eu sempre gostei da rua. Quando eu era criança, tive a felicidade de morar numa vila cheia de outras tantas crianças. Minhas brincadeiras eram na sua grande maioria a céu aberto. Quando a gente ficava no ócio, sem ter nada pra brincar, continuávamos na rua, sentados nas portas das casas, nas calçadas, jogando conversa fora, brigando, tirando sarro da cara um do outro, enfim era a rua o meu parquinho, a minha área de lazer.

Quando adolescente continuei na rua, mas agora eu tinha a turma do prédio e os meus amigos moravam todos pelo bairro. Vivíamos de rua em rua, cada hora íamos pra um canto das ruas planas de Moema em São Paulo, mas nosso “point” mesmo ficava na Rua Iraí, consequentemente nossa turma também recebeu o mesmo nome dela “Irai’s Gang”.

Casei, e, em pouco tempo fui morar numa casa. A casa ficava em frente a um parque com árvores enormes e muito verde. Esse virou o quintal dos meus filhos quando pequenos. Até hoje, quando estou entediada & irritada, Ying & Yang – não importa o meu humor – sempre saio pra andar na rua ou pelo parque com as minhas cachorras: Marie & Lolla.

Então, acho que até esse momento, eu consegui passar um pouquinho da minha relação com a rua, não é?! sinto não poder andar livremente por São Paulo como antes eu fazia, na minha adolescência, nunca senti o medo que eu sinto hoje, não me atrevo a levar as cachorras pra andar tarde da noite, pelas ruas do meu bairro. Impossível, me imaginar andando pelas ruas de uma cidade como São Paulo, sem a preocupação de ser abordada.

E, é aí que, eu começo a explicar o meu fascínio por Nova Iorque. Às vezes as pessoas não entendem o porquê de todo ano eu vir pra cá, Elas perguntam “Você não se cansa de ir pra Nova Iorque?!l Não. Aliás, eu não conto Nova Iorque como uma viagem de turismo, e sim, como uma viagem de reciclagem. Reciclagem das minhas ideias, da minha criatividade, da minha cultura, da minha capacidade de lidar comigo (posso chamar isso de “boa solidão”), da minha capacidade de ter jogo de cintura, da minha liberdade de ir e vir, da libertação das amarras dogmáticas do nosso cotidiano, de não me criticar com rigidez, de ter coragem para ousar. Enfim, são muitos os motivos que me trazem todos os anos até aqui.

Mas se eu tivesse que escolher apenas um bom motivo, seria ela – A RUA – ela, a minha amada rua que sempre me recebeu de braços abertos durante a minha infância, adolescência e hoje, me recebe como mulher. Que permite ser a minha própria válvula de escape, pela qual eu posso desbravar diariamente novos lugares, deixando de lado todo aquele medo da violência em que me acostumei a viver e pela qual, se tornou uma triste instrução normativa.

Dessa vez, minha estadia por Nova Iorque será muito mais longa do que de costume. E, eu não poderia ficar em outro bairro, se não o meu querido Soho – ele sempre me lembra das minha várias ruas – Além, do fato de ter sido uma garota de vila, eu adoro essa coisa meio bairrista onde as pessoas se cruzam o tempo todo, que só existe por aqui nessas ruas de paralelepípedo, com todas elas juntas e misturadas, cada uma na sua.

Meu amor por NY vai muito além do consumo – obviamente, não serei hipócrita, esse lado é altamente atrativo, e, aqui é o melhor lugar no mundo para fazer shopping – mas acima disso, a liberdade que eu desfruto é maior do que qualquer item para o meu consumo. A minha liberdade não tem preço, quando se trata de andar sozinha, com ou sem meu relógio, com as minhas jóias, com o meu shorts curto, com a minha Havaianas ou a liberdade de sentar sozinha pra almoçar (sem que isso seja estranho), a normalidade de sentar para escrever no café por horas a fio (sem que isso seja absurdo), simplesmente a rua daqui é democrática. Ela abriga todos, todas, do jeitinho que cada um é ou da maneira como cada um deseja ser.

Nessa minha temporada novaiorquina, eu tive 3 fases até agora: a primeira foi uma festa. Éramos em quatro amigas, eu por questões de conhecer muito bem a cidade, naturalmente me tornei a “Tia Augusta” do grupo, nos apelidamos de Divas em Nova Iorque (uma espécie nacional de SATC). Andamos muito de um lado para o outro da cidade. Já na segunda fase, de quatro, virei uma dupla. Eu e a minha amiga Simone, nos concentramos mais por desbravar cada cantinho charmoso do SOHO.

Na terceira fase, fiquei sozinha ou melhor com a minha filha (mas ela está aqui pra estudar, seu curso começa às 9:00 da manhã e só terminava às 4:00 da tarde). Por isso, digo que estou sozinha, pelo menos durante a grande parte do meu dia. Foi nesse momento de “boa solidão” que eu inventei uma meta diária para mim. Andar no mínimo 8KM pela cidade, sem um roteiro escrito, totalmente sem lenço e sem documento.

Eu nunca tinha feito isso por aqui. Sempre acordava sabendo minimamente o que fazer durante o meu dia. Dessa vez eu não queria roteiro. Passei a caminhar pela cidade sem destino, quando chegava em algum lugar mais interessante, parava tirava uma foto, uma selfie, tomava um café, entrava numa loja nova, conhecia uma esquina famosa, mas nada disso estava agendado. Durante a caminhada, eu decidia por quais ruas eu passaria. Olha, que experiência bacana, tive mais um novo olhar por essa cidade que me encanta tanto. Sei que aqui tem muita coisa errada, posso dizer logo de saída que as estações do metrô são nojentas, que as ruas são sujas, que muitas vezes as vendedoras são muito grossas, mas não posso dizer que eu me sinto amedrontada pegando esse mesmo metrô nojento ou me sinto intimidada por uma cara feia.

Dos males das grandes cidades grandes, certamente estes não são tão importantes assim. Eu já viajei por diferentes países do mundo, também senti essa mesma liberdade em vários outros deles, como em Tokyo no Japão – nunca vi um país tão limpo e educado na minha vida toda – Bucareste na Romênia – fiquei impressionada com a alta qualidade da gastronômica e como era tranquilo andar pelas ruas, ainda mais se tratando de um país com problema econômicos e sociais – Ah, não pode faltar na minha lista Barcelona (por razões óbvias), como o fato da minha irmã morar por lá – andar de madrugada é tão gostoso como por aqui, nada de entrar em carros blindados, aliás duvido que exista blindagem naquele país.

Nova Iorque me dá um sopro da minha tão preciosa liberdade, aquela em que eu me acostumei a não ter mais. Aquela que me faz prisioneira de um estado fracassado, onde eu moro e onde o indivíduo não se sente protegido. Nova Iorque me dá o que eu não tenho. Aqui eu sou livre, ando pelas ruas do jeito que me der na telha. Arrumada, maloqueira ou como diz a minha amiga Dedis “Você é uma moleca chic”. Não troco o que esta cidade me dá, por nenhum novo destino, são eles que precisam se encaixar na minha Nova Iorque querida de todo ano. E, como eu ainda não coloquei as pernocas pra andar hoje, vou me arrumar, comer um bagel com salmão do Sadelle’s , (porque eu acordei sonhando com ele) e depois vou bater a meta do dia…ainda sem rumo e sem destino previamente estabelecido. Vou aonde eu quiser, a rua é quem vai me levar.

Minha primeira vez

Não, não vou falar da minha primeira transa, vou falar da minha primeira viagem para a Europa, tempo em que eu ainda nem sabia o significado da palavra alemã: wanderlust. Bom, pra começar eu apenas tenho os registros dessa viagem em álbuns de fotografia (muito provavelmente mofados), nada de celulares ou rede sociais. Dá pra imaginar hoje em dia, viajar e não postar uma foto no Instagram?! pois é, eu sou dessa época colega.

Vamos para a narrativa da viagem. Eu e minha amiga Gabriela, embarcamos para o que seria nossa primeira viagem pelo continente Europeu, começaríamos por Barcelona, depois França e acabaríamos em Londres com nossos amigos do teatro, sim eu fazia teatro, nós fazíamos. Tudo estava perfeito, me despedi do meu bebê (Pedro na época tinha 1 ano e 5 meses) e do meu marido (Beto), segui para o aeroporto, encontrei a Gabi e embarcamos, ou pelo menos entramos no avião.

Depois de duas horas dentro do mesmo, fomos informadas que o voo havia sido cancelado. Catzo, tive que voltar pra casa e no dia seguinte me despedir novamente – o que significava, chorar mais um pouquinho. No dia seguinte, finalmente o avião decolou e foi direto para a nossa conexão em Londres. Como estávamos um dia atrasadas, todas as outras conexões que faríamos também atrasaram. Saldo: 6 horas no aeroporto de Heathrow. Passeamos, conversamos, comemos MUITO, tentamos dormir, enfim fizemos o que estava ao nosso alcance naquele lugar, até a hora em que soou o alarme de bomba e com isso, precisamos sair correndo para outra ala do aeroporto. Sim, isso realmente aconteceu.

Alarme falso, nada de bomba, voltamos pro nosso canto. Finalmente, embarcamos para Barcelona (nosso destino). Na chegada, aquela recepção super calorosa dos espanhóis, não é mesmo?! #SQN. Na alfândega nos perguntaram aonde estavam as nossas mães?! imaginem esta cena ” Dónde está tu madre?!”. Eu, com 25 anos, casada, um filho pequeno + Gabi, com seus 22 anos, namorando sério e, eles só queriam saber aonde estavam as nossas mães. Com um sorriso, dissemos que não precisávamos de mães, afinal já tínhamos idade suficiente para viajarmos sozinhas. Nosso pesadelo, só estava começando.

Enrolaram a gente um monte de tempo, até nos liberarem. Quando chegamos na esteira para pegar as nossas malas, dois policiais nos abordaram e pediram para abrir as mesmas, começaram a mexer em tudo, até decidirem que precisavam tirar um raio-x (básico) da barriga da Gabi. Sim, isso realmente aconteceu. Imediatamente, eu me opus e perguntei o porquê daquilo tudo?! preciso dizer que, até aquele momento, a Gabi ainda não havia intendido o que eles queriam fazer com a barriga dela. Conclusão: acho que eles ficaram com medo da minha cara feia, porque resolveram nos liberar de vez ou ficaram com pena de duas meninas sem as suas mães (contem ironia). O fato é que nos deixaram em paz.

Muito nervosas, entramos num taxi e pedimos para nos levar para o nosso hotel, ele ficava literalmente no dentro do Bairro Gótico. No caminho, o cretino do taxista passou a nos amedrontar, falando que aquele hotel era muito perigoso, eu já estava quase tendo um ataque do coração, longe do meu bebê e passando todo tipo de apuros, quase dei meia volta e embarquei de volta pro Brasil. Decidimos diante da ameaça eminente de mais esse perigo, mudarmos para outro hotel. Obviamente, indicado pelo próprio taxista. Santa ingenuidade. Chegando no “novo” hotel, acho que tivemos um sopro de inteligência emocional e percebemos a jogada dele. Sim, isso realmente aconteceu. Demos meia volta e voltamos pro nosso hotel de origem.

Ah claro, devo dizer que fomos enganadas por esse mesmo taxista, na hora em que pagamos a corrida de taxi. Enfim, chegamos finalmente no hotel. Primeira pergunta do recepcionista “Cuarto com baño ou sem baño?!“, naquela altura do campeonato, vocês podem imaginar uma pergunta desse tipo?! quase me joguei pela janela. “Bañooooo, mi señorrrr!!!”. Entramos no quarto, nos jogamos na cama, eu peguei minhas fotos de casa e comecei a chorar. A Gabi até que se apiedou desse meu sofrimento, mas nos dias seguintes ela nem ligava mais, eu chorava de saudades todos os dias durante a noite, antes de dormir. Sim, isso realmente aconteceu.

Mas para não dizer que tudo foi horrível – porque não foi – nós nos apaixonamos pela cidade. No dia seguinte, saímos com nosso livro do Guia da Folha de Barcelona (sim, era assim que os turistas de antigamente viajavam), fomos conhecer tudo que estava ao alcance dos nossos pés (andamos pra caramba). Passeamos muito, nos divertimos de monte e, quem diria que essa mesma cidade, no futuro seria tão importante pra mim hoje em dia, afinal foi ela que minha irmã Mariana foi morar há sete anos atrás. Coincidências da vida, hein?!. A próxima cidade da nossa lista era Paris. Tudo certo, quer dizer quase, não tivemos problemas com policiais e muito menos com taxistas, mas a Gabi foi roubada. Levaram todo dinheiro escondido dentro da mala dela (não, não tinha cofre no nosso quarto do hotel). Naquela época, viajávamos com dinheiro vivo, nada de cartão de crédito. Sim, isso realmente aconteceu. Conclusão, precisei pagar tudo pra Gabi.

Finalmente Londres, última cidade da viagem. Atravessamos o Canal da Mancha (de trem)- Paris/Londres. Na Chegada, a temida alfândega londrina nos aguardava, Eu e a Gabi começamos a rezar pra que nada acontecesse dessa vez e que, não pedissem pra gente chamar as nossas mães. Guichê, muita simpatia, algumas poucas perguntas e passamos. Ehhhhhhh, mas a alegria durou pouco. Assim, que passamos do guichê e seguimos por um corredor, um policial veio até nós e começou a fazer mais perguntas. Juro, parecia pegadinha. Eu não acreditei quando aquele policial discretamente colou na gente. Respondemos as novas perguntas, mostramos nossas passagens de volta, só faltou ter que mostrar as malas, mas dessa vez não precisou. Ufffa, que sorte.

Passado mais esse momento de constrangimento, fomos ligar para a Camila, sim iríamos ficar na casa da nossa amiga do teatro, que estava morando lá. Mas simplicidade não era o nosso nome. Simplesmente não achávamos a Camila, ela tinha evaporado do mapa. Nosso dinheiro estava acabando, já que eu precisei emprestar para a Gabi, não tínhamos hotel reservado e estávamos por conta dela. Antes de eu cair no choro, lembramos que outra amiga nossa (também) do teatro morava em Londres, vejam só vocês que coincidência. Ligamos e fomos parar no quartinho em que ela morava com o namorado. Mal cabia as nossas malas, mas era provisório, só até achar a Camila. Rodamos o dia todo, enquanto não tínhamos outra opção. Quando finalmente conseguimos achar a Camila, pegamos um taxi e fomos imediatamente pra sua casa. Não, ela não estava em casa naquele momento, havia deixado a chave e saído para uma festa. Eu e a Gabi, nessa hora tivemos um ataque de choro. Sim, isso realmente aconteceu.

No dia seguinte, finalmente saímos pra passear tranquilas. Devo dizer que, a casa da Cami ficava na PQP. Última zona do metro e ainda por cima, precisava primeiro pegar ônibus pra chegar na estação. Eu que já estava morrendo de saudades de casa, afinal essa era a terceira semana longe, não aguentei ficar mais, remarquei minha passagem e voltei uma semana antes do previsto, mas sem antes é claro, aproveitar muito a semana com a Gabi, Cami e o Erich – amigo do teatro, que também morava em Londres. Sim, isso realmente aconteceu.

Essa foi a minha primeira (e inesquecível) viagem à Europa. Depois dela, eu fui picada pelo mosquito dos viajantes inveterados. Nunca mais parei de viajar. E, espero nunca mais parar. Óbvio, esses perrengues fizeram parte da nossa inexperiência e hoje, são motivo de muitas risadas cada vez que nos encontramos. O saldo final – de nós 4 – foi: o Erick nunca mais voltou para o Brasil, hoje ele é morador da gélida e longínqua Finlândia. Nossos encontros ainda que raros, são repletos de muito carinho e amor. Ele continua fazendo teatro, virou diretor. Já a Gabi virou contadora de historias infantis, sua trupe composta de duas pessoas se chama “Abigail Conta Mais de Mil”, Cami enveredou pela moda, virou editora. Eu, virei esta blogueira que vos fala. Todas morando em São Paulo, casadas e com seus filhos.


Considerações Finais

**Conseguimos dinheiro para a Gabi em Londres (com um amigo do padastro dela), mas precisamos primeiro ir numa cidadezinha próxima buscar.

**A outra amiga do teatro é a Perego, mora até hoje em Londres.

**Wanderlust (do alemão wandern: ‘caminhar’, ‘vagar’ + Lust : ‘desejo’; em português, “desejo de viajar”) é um termo que descreve um forte desejo de viajar, de explorar o mundo, de ir a qualquer lugar, em uma caminhada que possa levar ao desconhecido, a algo novo. Não se trata de simples vontade, mas um desejo incontrolável de ir, de seguir rumo ao desconhecido, em qualquer direção, ou a algum lugar onde se possa encontrar algo novo.

No Castelo do Drácula!

Quando eu fechei a minha viagem pra Romênia, as únicas referências que eu tinha daquele país, eram: o comunismo totalitário de Nicolae Ceausescu, a ginasta olímpica Nadia Comaneci (a primeira a ganhar nota 10 na história dos jogos e que, eu admirava muito), o dramaturgo de Rinoceronte Eugene Ionesco, um dos fundadores do Teatro do Absurdo e por fim, o Castelo do Drácula.

Sobre essas figuras da história, eu pesquisei e li alguns artigos, também assisti documentários e me inteirei o quanto eu podia à respeito delas, me familiarizando cada vez mais sobre esse país do Leste Europeu, onde ferrenhos combatentes lutaram contra os turcos otomanos, sendo responsáveis por um histórico de violência, ocasionando na criação da famosa lenda do Conde Drácula.

Então, vocês podem imaginar a minha curiosidade em conhecer esse tão famoso Castelo do Drácula, hein?! mas, antes de falar sobre ele em si, quero lembrar o quanto também Hollywood foi responsável por ampliar essa lenda. Quem aqui se lembra do filme “Drácula” de Bram Stoker, dirigido por Francis Ford Coppola?!

“Esse filme é de 1992, conta a história do líder romeno Vlad Tepes (Drácula), que, ao defender a igreja cristã na Romênia contra o ataque dos turcos, tem sua noiva Elisabetha enganada: esta crê que seu amado morreu e então atira-se no rio chamado “Princesa”. Vlad, ao retornar da guerra e constatar a morte de sua amada, e condenada ao inferno (pois se matara), renuncia e renega a Deus, à igreja e, jurando só beber sangue a partir daquele momento, sendo assim condenado à sede eterna, ou seja, ao vampirismo.

Quatro séculos se passam, e ele redescobre a reencarnação de Elisabetha, em Londres, agora conhecida como Wilhelmina Murray (Mina). Jonathan Harker, noivo de Mina, parte a trabalho para a mansão do Conde Drácula, onde irá vender dez terrenos na área de Londres para este estranho Conde.

Lá é feito prisioneiro, enquanto o conde se encaminha à Inglaterra para reencontrar sua amada. O resto do filme consiste em uma busca desesperada e sofrida do amante para reconquistar sua amada”.

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Vampiros à parte, encravado na floresta no sopé dos Cárpatos, chegou finalmente o meu grande dia de visitar o Castelo do Drácula. Antes porém, eu precisei passar por uma transformação radical, afinal qual seria a graça dessa visita ao Príncipe Vlad Tepes, se ao menos eu não tivesse um elemento cenográfico ou do próprio figurino, que me identificasse com toda aquela nova situação?!

Devo dizer que, na noite anterior, meus dois fiéis escudeiros de viagem, saíram em busca de algum acessório vampiresco e, foi só depois de rodar por todo centro histórico de Brasov que, finalmente eles encontraram um muito importante, eu posso descrever como…quer saber, eu não vou dizer o que é, se quiser vai ter que assistir o vlog, gravado com muito esmero diretamente do local.

Adianto, quem tem problemas cardíacos, esse VLOG não é recomendado, contém cenas de pura violência vampiresca!!!!