Porto – parte 2

Vou começar este post pelo o que não fazer, o único lugar que eu não voltaria e não recomendaria “turistar”, é o Palácio de Cristal, ele não passa de um parque meio sem graça, com um ginásio fechado, óbvio que eu espera encontrar (literalmente) um palácio, mas não foi isso. Pra não dizer que o passeio foi totalmente inútil, serviu para tirar uma foto clichê, naquelas letras gigantes, com o nome da cidade.

“O Palácio de Cristal (1865 — 1951) foi um edifício que existiu no antigo campo da Torre da Marca, na freguesia de Massarelos, na cidade do Porto, em Portugal. Inaugurado em 1865, o Palácio de Cristal original acabou por ser demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos, hoje Pavilhão Rosa Mota”.

E pra terminar os passeios pelo Porto e partir para a segunda etapa da minha viagem, eu sugiro conhecer dois pontos turísticos: a  bela Torre dos Clérigos e a lindíssima Igreja de Santa Clara. Aliás, preciso fazer um parênteses {o Porto me lembrou muito Salvador}.

Torre dos Clérigos 

TORRE dos CLÉRIGOS ♠️♣️♥️♦️ **************************************** A torre foi construída entre 1754 e 1763 com projecto do italiano Nicolau Nasoni sob encomenda de Dom Jerónimo de Távora Noronha Leme e Cernache a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres. Nasoni contribuiu durante muitos anos para a construção da grande torre dos clérigos sem receber, sendo remunerado alguns anos mais tarde. Em junho de 2015, a Irmandade da Torre dos Clérigos anunciou que, ao fim de 250 anos, a Torre e Igreja dos Clérigos abrirá as suas portas em horário noturno. Em dezembro de 2015, a Irmandade entregou a chave da torre ao presidente da Câmara do Porto, num gesto simbólico de abertura à comunidade". **************************************** #viajandopelomundo #viajarfazbem #viagemadois #torredosclerigos #torredosclérigos #torredosclerigosporto #tripadvisor #triparoundtheworld #travelblogger #travelphoto #wanderlust #globetrotter #portoportugal

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Construída sob direção de Nicolau Nasoni, entre 1754 e 1763, a Torre afirma-se como um dos monumentos mais emblemáticos da cidade do Porto. Anexa à torre está também um igreja com o mesmo nome. A sua planta oval destoa daquilo que é a norma arquitetônica em Portugal. A torre tem 75  metros de altura divididos por seis andares, cujo acesso é feito através de uma escada com 240 degraus. No momento de sua construção era o edifício mais alto do país”.

*Já vou avisando, subir todos os degraus cansa e a escada é bem apertada, por isso cada um de uma vez, além de esperar a vez para subir a cada andar.

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Igreja do Carmo e dos Carmelitas

A Igreja do Carmo, também conhecida por Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo; está germinada com a Igreja das Carmelitas, considerada um monumento Nacional. A sua Construção de estilo Barroco, realizou-se por volta dos anos 1756 a 1768.

Na entrada existem duas esculturas religiosas, dos profetas Elias e Eliseu, tendo lateralmente painéis de azuleijos da Ordem das Carmelitas e Monte Camelo, o seu interior é marcado por utilização da talha dourada datado da primeira metade do século XVIII. Esta situada no Cruzamento da Rua do Carmo com a Praça Carlos Alberto.

Prestem atenção: porque a imponente Igreja do Carmo, quase abafa a Igreja dos Carmelitas. Se você não souber da existência das duas igrejas, uma pode passar despercebida.

IGREJA dos CARMELITAS 💒 **************************************** "A Igreja do Carmo ou Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, localiza-se no cruzamento entre a Praça de Carlos Alberto e a Rua do Carmo, nas proximidades da Igreja e Torre dos Clérigos, na freguesia portuguesa da Vitória, cidade do Porto. De estilo barroco/rococó, foi construída na segunda metade do século XVIII, entre 1756 e 1768, pela Ordem Terceira do Carmo, sendo o projecto do arquitecto José Figueiredo Seixas. A construção do hospital começou mais tarde, ficando concluído em 1801". **************************************** #triparoundtheworld #travelblogger #globetrotter #wanderlust #viajarfazbem #portoportugal #igrejadoscarmelitas #viagemadois #viajarfazbem #viajandopelomundo

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Depois de tanta andança, uma parada para comer. Escolhi um restaurante de uma brasileira, moradora do Porto. A Árvore  tem o privilégio de ter uma vista lindíssima e um linguini de frutos do mar delicioso.

Ribeira do Porto

Agora, pra encerrar este post como se deve, o passeio da noite fica por conta da Ribeira do Porto – um dos locais mais antigos e atrativos da cidade do Porto. Situada numa das margens do Rio Douro, é um dos elementos mais importantes do centro histórico, que possui a classificação de Patrimônio Mundial da UNESCO.

A partir do século XII esta zona começou uma fase de importante expansão sobretudo devido as atividades marítimas e comerciais que suportavam a economia da cidade. Hoje, o lugar pertence a vida boêmia e aos turistas, repleta de bares e restaurantes, esse é o perfeito lugar para um programa típico na cidade.

E, foi aqui que eu me despedi do Porto e seus encantos, amanhã sigo para o Vale do Douro.

PASSEANDO pelas MARGENS do RIO DOURO 💦 **************************************** "O rio Douro (em espanhol: Duero) é um rio que nasce em Espanha na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião,GPS (42.007121, -2.879944), (Sierra de Urbión), a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. A foz do Douro é junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Tem 897 km de comprimento e é o terceiro rio mais extenso da península Ibérica". ************************************************* #riodouro #douroriver #wanderlust #globetrotter #viajarcomestilo #instagrammer #dqztrip #tripadvisor #triparoundtheworld #portoportugal #triparoundtheworld #tripadvisor #viajandopelomundo #viajarpelaeuropa #viajarfazbem #triptoeurope #europetrip #travelblogger #travelphotos

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Fotos: Instagram @Lu.Mich/ Reprodução

Tentando tolerar a intolerância

Nasci intolerante ao leite de vaca, minha mãe narra um episódio dos meus primeiros (capítulos de vida) meses, com certa emoção e superação. Após, uma crise feia, onde eu havia desidratado completamente, por conta da rejeição do tal leite, só restou a paciência materna sendo usada a meu favor.

No caso, Mommy precisou entrar com a receitinha do velho e bom soro caseiro, dado a cada 15 em 15 minutos (durante o dia e a noite), caso contrário meu destino seria passar pelo hospital, para uma internação básica. Isso ficou no passado, sem traumas alimentícios, confesso que nem me lembrava mais (claro, eu era bebê), até o momento.

Segui a vida tomando pouquíssimo leite e comendo menos queijo ainda, assim como iogurtes e seus derivados. Nunca fui “Big Fan” dessas comidas, pra dizer a verdade sempre fui mais chegada, no meu arroz com feijão. Chego a salivar só de pensar numa feijoada, por exemplo.

Porém, depois de engravidar duas vezes, parece que o meu paladar mudou, sim homens, isso é verdade. Aposto que o de vocês também e, olha que nem precisa ficar grávido, viu?! o meu foi mudando e eu acabei virando “Big Fan” do leite nosso de cada dia. Ah, esclarecendo, eu não acabei de parir, ok?! aliás isso foi “a long time ago”, mas a mudança veio vindo e o fato é que mudou com o tempo.

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Hoje, eu morro de amores pelos queijos, pães e um café macchiato (aquele com a espuminha do leite). Detalhe, café pra mim era mais amargo que, a própria palavra amargo, sem açúcar então, simplesmente não rolava.

De repente, no auge desse amor com o leite, comecei a ter problemas de ordem gástrica. Em algumas ocasiões depois de comer, minha barriga dilatava, inchava, como se eu estivesse grávida de 9 meses (ok, contém uma certa dramaticidade narrativa, mas por uns 6 meses ela passava), inclusive, se eu fosse pra uma fila preferêncial, ninguém duvidaria.

Então, lá fui eu fazer o tal exame de – intolerância à lactose – tive que ficar umas boas horas bebendo um líquido nojento, com gosto de sabão até ser liberada. Achei que isso deveria ser “modinha” do médico, afinal everebody hoje em dia é intolerante a alguma coisa, seja de glúten, de leite, de açúcar ou de gente (puro sarcasmo).

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Resultado: sou intolerante. E agora?! como esquecer os prazeres dos meus queijos portugueses, recém adquiridos na minha última viagem?! e sobre o chocolate, que será da minha TPM?! pior, o que farei com aquele macchiato, depois da aula de corrida com as amigas?! Oh céus, como proceder?!

Me encontro neste exato momento aprendendo a desapegar do leite, procurando soluções gastronômicas para substituir meus desejos do passado e tentando mudar meu paladar, mais uma vez. Isso sem falar, do meu kit sobrevivência de primeiros socorros, ele faz parte agora do meu ser: tenho que carregar meu sachê anti-lactose, caso eu sucumba as tentações da carne, digo do leite.

E como boa leonina, fui fazer minha lição de casa neste final de semana. Por indicação, fui conhecer a Lilóri, uma padaria com pegada natureba, livre de glúten e ora vejam, lactose. Comprei pãezinhos pra congelar em casa, mas o mais gostoso foi tomar o meu machiatto com leite, mas dessa vez, leite de amendoas. Posso dizer com sinceridade, adorei o sabor, sobre o brigadeiro ainda tenho minhas restrições, preciso de mais tempo para a adaptação do chocolate sem leite.

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Por isso, minha amiga e meu amigo, que vive com suas restrições, aqui é o point e, é só chegar.

Rua Peixoto Gomide, 1.486
01409-003 – Jardim Paulista
São Paulo – SP

Porto – Especial Livraria Lello

Seguindo a minha narrativa sobre o Porto, vamos para as próximas dicas do que fazer e do que não fazer, por lá. Parada mais do que obrigatória – A Livraria Lello – considerada uma das mais belas livrarias do mundo, recebe em média 3.000 visitantes por dia. Tem fila na porta e paga-se ingresso para entrar, nada exorbitante (€2).

Impressionate, sua arquitetura realmente é muito diferente de qualquer outra livraria que eu já tenha visitado, na mesma hora que eu entrei, tive uma sensação de “Harry Potter feelings”, e não é que, eu estava certa. Quando eu fui procurar mais informações sobre a tal livraria, acabei caindo em várias páginas que diziam sobre a relação da escritora com a livraria. JK Rowling ora veja, morou no Porto, lecionou na escola de inglês Encounter English, se apaixonou por um português, casou e teve sua primeira filha.

O casamento não foi adiante, sucessivas brigas fizeram com que o relacionamento fosse abalado até, ela voltar definitivamente para o Reino Unido. Porém, nas mãos com os 3 primeiros capítulos do livro, que viria a consagrar mundialmente. Sua passagem pelo Porto, marcou sua obra de forma pontual e definitiva.

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Sua inspiração para os uniformes estudantes de Hogwarts, vieram dos universitários portugueses, que usavam uma capa preta por cima, além da mais forte delas, a livraria Floreios & Borrões, lugar de pura magia onde os estudantes compram seus livros para Hogwarts, e que podemos ver nas cenas de A Câmara Secreta. Tudo inspirado na livraria Lello, nos costumes portugueses e onde mais o nosso olhar pode identificar as semelhanças com o Porto.

Mas, voltando um pouco mais para a livraria em si. Situada na Rua da Carmelitas, ela foi projetada por Xavier Esteves, em 1906 – mais de 100 anos de cultura. A sua fachada segue o estilo neogótico, possui uma impressionante escadaria circular e no seu interior esta exposto mais de 120.000 livros. Outro detalhe que não pode passar despercebido é o belo vitral localizado no teto, onde pode se ler “Decus et Labore” ou seja, dignidade no trabalho.

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LIVRARIA LELLO 📚📚📚📚📚 **************************************** A Livraria Lello, também conhecida como Livraria Chardron ou Livraria Lello & Irmão, situa-se na Rua das Carmelitas 144, na freguesia da Vitória da cidade do Porto, em Portugal. Em virtude do seu ímpar valor histórico e artístico, a Lello tem sido reconhecida como uma das mais belas livrarias do mundo por diversas personalidades e entidades, casos do escritor espanhol Enrique Vila-Matas, do jornal britânico The Guardian e da editora australiana de guias de viagens Lonely Planet. **************************************** #livrarialelloeirmao #wanderlust #globetrotter #travelblogger #dqztrip #tripadvisor #triparoundtheworld #viajarfazbem #viajandopelomundo #viajando #viagemadois #portoportugal

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Não dá, pra passar por essas escadarias incólume. Apesar da enorme quantidade de pessoas, selfies e muitas fotografias – você fica paradinha lá, esperando um segundo de calmaria, tentando ser a única “rainha da cocada” na escadaria a conseguir a façanha de ser ou de fotografar sozinha o espaço, já digo, é quase uma tarefa impossível, mas ainda assim ela é mágica. não à toa, ela é pura inspiração literária e fotográfica.

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Fotos: Instagram @Lu.Mich/ Reprodução